Reservei uma massagem e acabei me entregando a um desconhecido
O roupão de papel mal me cobria. Quando as mãos quentes dele desceram pelas minhas costas, eu soube que aquela sessão não terminaria como eu imaginava.
O roupão de papel mal me cobria. Quando as mãos quentes dele desceram pelas minhas costas, eu soube que aquela sessão não terminaria como eu imaginava.
Três horas sob o sol, encharcado de suor, e, da sombra da árvore, ele viu algo no terraço que lhe tirou o fôlego: eles sabiam que eram observados.
Saí de casa com um suéter que deixava tudo transparente e sem nada por baixo. Meu namorado caminhava atrás de mim, olhando, enquanto os olhos dos outros percorriam meu corpo inteiro.
Entrei no banheiro usando a tanga e saí com ela enrolada no cabelo. Eu não imaginava que a fila para entrar na sala seria a parte mais longa da noite.
— Você não precisa acreditar que consegue — sussurrou ao ouvido dela—. Eu acredito. Seu único trabalho esta noite é se render e deixar seu corpo obedecer.
Servi chá para ele relaxar, mas logo percebi que o trabalho não era a única coisa que o deixava tenso. E naquela noite resolvi fazer algo a respeito.
Coloquei a minissaia mais curta só para ver se conseguia deixá-lo nervoso. Não imaginei que, naquela mesma noite, ele voltaria a aparecer, desta vez dentro da minha cabeça.
A amiga da mulher abriu as pernas diante dele, sorrindo, só para mostrar aquilo que naquela noite ele jamais iria tocar.
O vapor apagava os rostos e os nomes. Só restava o calor, o olhar fixo em mim e a certeza de que nenhum dos dois ia parar.
Ela se levantou da mesa, virou-se e me olhou de um jeito que não deixava dúvidas. Fui atrás sem pensar, com o coração batendo forte no peito.
Apoiei as mãos na parede fria, respirei fundo e entendi que do outro lado alguém esperava a permissão invisível para começar a me tocar.
Tínhamos um pacto e uma única palavra para parar tudo. Mas, enquanto ela dormia de bruços, eu soube que naquela manhã não ia pronunciá-la.
Passamos anos roçando as mãos sem dizer nada. Naquela madrugada, na minha sala em meia-luz, os olhares deixaram de bastar e ninguém quis fingir mais.
Ele mandou eu abrir as pernas e apoiar as mãos na nuca. O que parecia uma revista de rotina era, na verdade, o começo do meu jogo.
Eu a vi no meio de centenas de pessoas e soube que iria procurá-la. O que aconteceu depois, junto ao mar, foi o sonho mais vívido que já tive.
Estávamos sozinhos na montanha, ou eu achava, até sentir uns olhos cravados em nós da cabana ao lado e não querer que parasse.
Estávamos juntos havia quinze anos e eu achava que sabia tudo sobre ele. Então, numa noite qualquer, ele sussurrou algo no meu ouvido que mudou tudo.
Durante um ano ela sonhou com o dia em que pudesse devolver cada engano. Na noite de Dia de Mortos, um amuleto de obsidiana lhe ofereceu exatamente isso.
Desde a morte de Tomás, abracei minha luxúria sem freios, mas o pacote embrulhado em veludo preto que chegou naquela noite escondia algo que minhas fantasias nunca imaginaram.
Passei três semanas engolindo poeira e solidão quando o motorista me fitou fixo, sem sorrir, e disse: «Vem, minha casa». Não era um convite: era uma ordem, e eu fui.