Aquela noite meu marido me fez me sentir mulher de verdade
Coloquei o vestido vinho que ele tinha escolhido, respirei fundo e entendi que aquela noite seria o verdadeiro presente: sentir-me, enfim, a mulher que sempre fui.
Coloquei o vestido vinho que ele tinha escolhido, respirei fundo e entendi que aquela noite seria o verdadeiro presente: sentir-me, enfim, a mulher que sempre fui.
Da escuridão eu os espiava através da cerca de plantas. Ele era pequeno e calado, mas o que escondia sob a calça me tirou o fôlego naquela noite.
Eu lhe neguei durante meses. Naquela noite, em um quarto de hotel que cheirava a desinfetante barato, decidi que ia parar de dizer não.
Ela me dava cem euros de gorjeta por uma corrida de três quilômetros. Levei dois dias para entender que o dinheiro era só o começo do que ela pretendia.
Meu marido me incentivou com o olhar a ir embora com aquele desconhecido. O que nenhum dos dois sabia era que aquele homem não ia nos deixar em paz.
Ela caminhava pelo corredor acarpetado com o coração disparado: do outro lado daquela porta a esperava o homem que passara metade da vida imaginando.
Eram seis da manhã, eu ainda estava com o vestido de noiva e meu marido roncava inconsciente lá em cima. O garçom ainda não tinha ido embora, e eu já não pensava em dormir.
Não me importou que ele tivesse trinta anos a mais. Com o balanço da estrada, a mão dele encontrou minha cintura na escuridão e eu parei de fingir que não gostava daquilo.
Paguei uma fortuna para encontrar a esposa perfeita. O app me entregou um único perfil: Daniela. O que descobri no hotel não estava em nenhuma foto.
Tirei o biquíni na jacuzzi sabendo que ele me observava de soslaio do telhado. O que vim esquecer se tornou a única coisa de que me lembro da viagem.
Nessa noite, enquanto eu corrigia os exercícios no quarto do hotel, senti o olhar dele cravado em mim e soube que já não conseguiria ser apenas sua professora.
Naquela sexta-feira, ele subiu no carro com uma mala e umas caixas que eu não entendi. Dentro não havia trabalho: estava o presente que, enfim, me deixaria ser quem sempre fui.
Quando me entregou o cartão e disse para eu levar fome, soube que aquela mulher não queria conversa: queria alguém capaz de acompanhá-la até o amanhecer.
Cruzei a porta do hotel sabendo que naquela noite deixaria de ser eu. Três estranhos me esperavam com uma taça servida e nenhuma intenção de me tratar com cuidado.
Eu sabia que dois desconhecidos me observavam do terraço de cima. O que eu não imaginava era que naquela mesma tarde os teria a eles e à irmã deles na nossa cama.
Eu não conhecia seus nomes, só sabíamos que trabalhávamos para a mesma empresa. Duas horas depois eu estava nua entre os seis, decidida a não me arrepender de nada.
Desci para a água com o biquíni preto que eles tinham escolhido para mim. Três homens me esperavam na penumbra, e eu sabia exatamente para quê.
Três amigas, uma suíte paga pela empresa e dois malaguenhos com vontade de festa. Lorena sabia que a última noite na ilha não ia ser dormida sozinha.
Meu marido nem me olhou quando saí com a saia justinha naquela noite. Ele não sabia que eu ia a um hotel para ver, de uma poltrona, o que eu desejava havia anos.
Criei o anúncio em segredo, escolhi os candidatos um a um e reservei a suíte. Só faltava ela cruzar aquela porta e descobrir seu verdadeiro presente.