Minha fantasia com outra mulher pareceu tão real
Sou tímida com quase todo mundo, menos com meu marido. Por isso me surpreendi tanto ao desejar aquela desconhecida que se sentou na minha frente, como se me esperasse havia meses.
Sou tímida com quase todo mundo, menos com meu marido. Por isso me surpreendi tanto ao desejar aquela desconhecida que se sentou na minha frente, como se me esperasse havia meses.
«Eu sabia que você viria hoje», disse ela, e então ele entendeu que aquele reencontro casual não tinha nada de casual.
Sentado na poltrona, com a chave pendendo entre os seios dela, soube que naquela noite enfim a veria se entregar a outro homem enquanto eu permanecia enclausurado.
Cruzei o limiar sem calcinha, exatamente como ela tinha ordenado. O que eu não sabia era que, do outro lado da porta, me esperava um rosto que eu conhecia bem demais.
Não sei seu nome, mas sei o que te espera. Eu também achei que era amor antes de aprender a obedecer a cada uma das ordens dele.
Ela se repetia que era uma mulher decente, mas naquela noite, no quarto do hotel, descobriu o quanto desejava obedecer a cada uma das minhas ordens.
Abri os olhos e não reconheci o quarto: só o peso de umas mãos sobre minha pele e a certeza de que aquela manhã pertencia a outros.
Cheguei tremendo ao quarto, fechei as cortinas e me despi seguindo as instruções dele. Eu só queria ser uma boca utilizável. Não imaginava o que sairia dali.
Saí daquela loja tremendo de desejo, sem imaginar que naquela mesma semana terminaria de joelhos, implorando para me usarem sem um pingo de ternura.
Aceitei ir tomar um café com o namorado da minha amiga. Quando ele abriu a porta daquele quarto, entendi que não havia café nenhum me esperando.
Pensei que ele viria por um problema comum. Em vez disso, sentou-se diante de mim, abaixou o olhar e começou a me contar algo que escondia de todos havia anos.
Quando saiu do banho e o viu esperando por ela com a renda preta vestida, Bianca sorriu: sabia exatamente o que ia acontecer naquela noite.
Eu levava trinta anos fechando projetos para a empresa. Na minha viagem de despedida, não imaginei que quem viajasse ao meu lado ia me despedir de outro jeito.
Passei a noite inteira insatisfeita quando o telefone tocou. Era ele, e o que propôs me fez dizer sim antes de terminar meu café.
Éramos vizinhos havia anos e mal trocávamos um “oi” no corredor. Naquela noite, quando coloquei meu suéter sobre seus ombros, soube que não íamos mais fingir.
Ele me passou um bilhetinho na mão ao retirar o prato. Li no quarto: era o número dele. E soube que aquela noite eu não ia ficar sozinha.
Nunca fiz isso, mas conheço cada detalhe: o café, o elevador, as mãos dele. Esta é a fantasia que se repete e que nunca me animo a contar em voz alta.
Às seis da manhã, com um prato de tacos na mão, resolvi sentar na mesa de dois desconhecidos que estavam me olhando fazia um tempo.
Ele fechou a porta do quarto com toda a minha roupa nas mãos e me deixou de joelhos, nua, com uma única ordem: «Te espero no carro».
Eu estava suada e ofegante quando a voz dele me alcançou pelas costas. Ele não queria me convidar para jantar: queria comprar a noite inteira — e eu quis me deixar comprar.