A velha vizinha que celebrava minhas infidelidades
Aitor se gabava de que nenhuma mulher lhe resistia, e sua vizinha idosa o ouvia divertida… até que o rapaz revelou quem pretendia seduzir desta vez.
Aitor se gabava de que nenhuma mulher lhe resistia, e sua vizinha idosa o ouvia divertida… até que o rapaz revelou quem pretendia seduzir desta vez.
Marina achava que ele era só um rapaz indefeso. Numa tarde, descobriu que por trás da timidez havia alguém disposto a tomar o controle de tudo.
Cinco anos depois a vi empurrando um carrinho com uma menina dentro. Ela baixou os olhos e saiu correndo. Nenhum dos dois queria lembrar o que gravamos juntos.
Eu o beijei dentro do carro antes de entrar na festa, sem imaginar que lá dentro me esperava a última pessoa que eu queria encontrar: meu próprio pai.
Prometi ao meu amigo que não tocaria na irmãzinha dele. O que eu não disse é que a melhor amiga dela se sentava ao meu lado em toda aula, perto demais para eu me concentrar nos números.
Saí do banheiro com o biquíni meio desabotoado e ele estava ali, secando o cabelo. Ficamos congelados. O que aconteceu depois ainda me faz sorrir.
Fazia meses que ninguém a tocava. Naquela tarde de janeiro, com o vestiário vazio e os três caras ainda suados, ela largou de pensar e se entregou ao que viria.
Sempre o evitei por ser calado e estranho. Até que um empurrão no metrô me fez descobrir o que ele escondia sob aquela roupa enorme, e eu nunca mais consegui pensar em outra coisa.
Subi para ver por que a moça do quarto do fundo gritava. Não imaginei que ela fosse soltar a toalha e me pedir que olhasse, como se fosse a coisa mais natural do mundo.
Elas chegaram ao rancho procurando um colchão para passar a noite. O que não esperavam era a história que os dois irmãos guardavam havia anos, nem a vontade com que iriam contá-la.
O frio quase a matou na montanha. Quando acordou, estava enrolada numa manta diante do fogo, e o homem que a salvou a olhava como se ela fosse a única coisa viva a quilômetros.
Passei doze meses carregando refletores e odiando minha vida. Nessa madrugada, ao lado da fonte, uma desconhecida pediu que eu a fotografasse como ninguém jamais ousou.
Um rapaz que revistava um contêiner me chamou na rua e, quando me disse por quê, eu quis desaparecer. O que eu não imaginei foi como acabaria agradecendo a ele.
Pensei que era o mais disciplinado da faculdade. Então ela se escorou na porta da sala vazia e me deixou claro que sabia tudo o que eu escondia.
Há dois anos ninguém me tocava. Minha filha sabia disso e, naquela tarde, apareceu no meu quarto com um fio-dental dois tamanhos menor e uma ideia na cabeça.
Parei a bicicleta, consertei a corrente e segui para o trabalho sem saber que aquela desconhecida me custaria o emprego... e me daria muito mais do que um dia ruim.
Saio para o ponto de ônibus sem calcinha, não para ir a lugar nenhum, mas para encontrar alguém que me olhe como ele me olhou naquela quinta-feira de março.
Tinha quarenta e sete anos e uma sede que nenhum homem jamais havia saciado. Numa madrugada no parque deserto, ela decidiu parar de fingir o contrário.
Nunca pensei que o garoto magricela que eu lembrava se tornaria o homem que me fez tremer diante do espelho. E tudo começou por um nome.
A apresentação terminou, os tambores se calaram, mas o fogo que o carnaval tinha acendido entre as pernas dela mal começava a arder.