A viúva que aprendeu a obedecer ao seu novo dono
Ao lado do caixão aberto, enquanto todos fingiam chorar, Mariana só conseguia pensar nas mãos daqueles dois homens e no que fariam com ela naquela noite.
Ao lado do caixão aberto, enquanto todos fingiam chorar, Mariana só conseguia pensar nas mãos daqueles dois homens e no que fariam com ela naquela noite.
Ele tinha vinte e poucos anos, uma esposa magra nadando lá embaixo e uns olhos famintos que me imploravam sem saber. Naquela tarde, eu lhe ensinei quem manda.
Ninguém no fórum imaginaria que ela o esperava nua e de joelhos, prendendo a respiração, para que ele cruzasse a porta e a lembrasse de quem ela pertencia.
Abri a porta errada e a encontrei diante do espelho, com dois dedos onde não deveriam estar. Ela não gritou. Sorriu como quem acabara de escolher sua presa.
Naquela noite a vi pela janela, sozinha e desesperada com o brinquedo. E soube exatamente o que fazer com ela... e com o filho dela, que observava ao meu lado na escuridão.
Ela chegou treze minutos antes da hora, sem sutiã e com aquele sorriso que não tinha nada de inocente. E eu tinha deixado uma corda preparada na entrada.
A cama da frente rangia toda madrugada no ritmo de um desconhecido, e ela fingia dormir enquanto calculava quanto estava disposta a perder.
Ninguém me toca há anos. Só minhas mãos repetem o que ele me ensinou: o beliscão, a chibatada, a ordem silenciosa de não gozar até implorar.
Todas as tardes, ela levava o jantar ao anexo e sentava-se de pernas abertas, sussurrando como seu antigo Mestre a havia treinado. Moldava-o sem que ele percebesse.
Mandei duas fotos escondida no banheiro para provocá-lo. A resposta dele não foi um elogio: foi uma ordem para eu abrir a gaveta que sempre mantinha trancada.
Ela subiu à cobertura decidida a expulsar o intruso a pontapés. Baixou a cabeça quando ele mandou servir o vinho de joelhos e descobriu que obedecer também era prazer.
Meus pacientes me contam seus segredos e eu concordo como se os meus não fossem piores. Hoje, pela primeira vez, vou te contar a verdade sobre mim.
Saí do carro numa rua deserta, com o coração disparado. Eu não sabia o rosto da mulher que me escrevia havia meses — só que, naquela noite, enfim, seria minha.
Eu levava semanas treinando com os plugs, decidida a sentir dois paus ao mesmo tempo. Naquela tarde, chamamos a única pessoa em quem podíamos confiar para conseguir isso.
Jamais me envolvo com clientes, eu disse. Mas o corpo dele já estava colado ao meu e minha própria voz soou como mentira quando fechei o portão da garagem.
Quando senti o corpo dele contra minhas costas na cozinha, soube que não ia conseguir resistir. O que eu não sabia era que meu marido tinha planejado tudo.
Começou como um interesse acadêmico pelo aluno mais brilhante do grupo. O que acabou acontecendo na minha sala ainda me custa colocar em palavras.
Eu o ouvi dizer ao telefone: “essa velha já tá pronta”. Eu devia ter me ofendido. Em vez disso, senti que me molhava inteira contra o balcão.
Tinha sessenta anos e um casamento adormecido quando notei que o rapaz da casa ao lado me espionava entre as sebes. Não me cobri. Entrei no jogo dele.
Me escondi no beiral do vestiário com Bruno colado nas minhas costas. Lá embaixo, minha mãe e a amiga dela se despiram entre os operários, e eu não consegui tirar os olhos.