A garota doce que guardava a chave
Marco achava que iam ao cinema. Não sabia que ela havia planejado cada detalhe desde semanas antes, incluindo em qual bolso estava a chave.
Marco achava que iam ao cinema. Não sabia que ela havia planejado cada detalhe desde semanas antes, incluindo em qual bolso estava a chave.
Quando ela ligou a câmera, já estava deitada na cama, me esperando com um sorriso que não tinha nada de inocente. E eu soube que naquele sábado não ia dormir sozinho.
Há três anos aceitei a solicitação de um desconhecido que escreve poesia erótica. Desde então, todas as noites, leio suas palavras no escuro e nunca lhe escrevi.
Eu estava sozinha com meu filho havia dois anos quando o banco enviou a carta. O gerente tinha uma proposta. Eu aceitei. O que não esperava era o que descobriria sobre mim mesma.
Quando a mão dela roçou a minha ao me passar o copo, ela não a retirou. Me olhou por cima dos óculos, mordeu o lábio e eu soube que estávamos esperando há tempo demais.
Quando o Amo disse que sairiam naquele dia, algo no peito de Luna se apertou. Não de medo, mas daquela antecipação que só ela conhecia.
O chat de adultos era uma péssima ideia às cinco da tarde. Mas quando o nome dela apareceu e ela disse oi com aquela voz rouca, já era tarde demais para fechar a janela.
Ele chegou recém-separado, com uma mala e tempo livre demais. Desde a manhã na piscina, eu soube que aquela semana não ia ser nada entediante.
Eu estava ali, com o balde de champanhe nas mãos, ouvindo cada gemido, cada rangido da cama. E não fui capaz de me afastar.
A voz de Daniela narrava o episódio do vestiário enquanto, ao redor, os corpos das amigas se enlaçavam sem vergonha nem limites.
Sabia o que ele faria se achasse que estávamos sozinhos. O que eu não podia prever era que meu marido estava vendo tudo do outro lado do vidro.
Eu estava deitado no sofá esperando o sono quando ouvi a porta. Nunca imaginei que naquela noite viveria minha primeira vez com a última pessoa do mundo.
Eu fazia dois anos que ninguém me olhava daquele jeito. E quando Miguel olhou, soube que algo em mim não estava tão adormecido quanto eu pensava.
Não havia parceira, não havia pressa. Só eu, a escuridão e os gemidos de uma cantora que, desde os anos noventa, nunca deixou de me fazer sentir alguma coisa.
Ela encontrou o celular esquecido na mesinha e digitou o PIN sem pensar. O que leu não era o que esperava, nem o que esperava sentir.
Entrei no hotel com o vestido preto e a decisão tomada. O que eu não esperava era que o meu próprio corpo me traísse daquele jeito.
Ela tirou a calcinha no mirante, com o casal ao fundo da praia. Depois, propôs a aposta mais excitante de sua vida.
Coloquei os tênis já usados e as meias grossas, pronta para um dia inteiro de turismo. Ele não sabia que cada passo era um presente preparado para ele.
Toda vez que eu cruzava as pernas em aula, os olhos dele desciam sozinhos. Levei duas terças e uma sexta para ele me chamar à sala de leitura privada.
Éramos cinco no apartamento, fazia frio e alguém colocou o disco errado. Naquela tarde aprendi que as apostas idiotas às vezes são as mais gostosas de perder.