O chat secreto que me transformou em seu brinquedo
Dirigi até a fábrica abandonada com o coração disparado. Tirei a roupa entre os vidros quebrados e cruzei a porta sem saber o que me esperava nos andares de cima.
Dirigi até a fábrica abandonada com o coração disparado. Tirei a roupa entre os vidros quebrados e cruzei a porta sem saber o que me esperava nos andares de cima.
Ele mandou que eu me masturbasse diante dele enquanto fumava na poltrona. O que nenhum dos dois esperava era como aquela tarde de brincadeiras terminaria.
Sei que deveria sentir vergonha, mas, naquela hora, apertada contra corpos que não conheço, deixo de fingir que o roçar é um acidente.
Naquela segunda-feira a academia estava quase vazia. Eu só queria tomar banho em paz, mas entrei pela porta errada… e ele já estava lá, me olhando sem dizer nada.
Acabei de sair do banho, me olhei no espelho e entendi que não podia continuar esperando. Peguei um papel e comecei a anotar tudo o que eu desejava havia anos e nunca tive coragem de fazer.
Sempre disse a mim mesma que meus deslizes eram culpa do álcool. Nessa manhã, sóbria e em plena luz, soube que eu estava me enganando.
Achei que fosse um jogo inocente de olhares no semáforo. Não imaginei que, num sábado de manhã, eu bateria à porta dele com a desculpa mais boba do mundo.
Sempre tive nojo de banheiros públicos, mas naquele dia não tive escolha. O que eu não imaginava era o que encontraria ao voltar correndo pelo celular que tinha esquecido sobre a caixa d’água.
Caminho entre os armários com a toalha no ombro e sinto todos os olhares. Eles fingem que não olham, mas seus corpos respondem antes das palavras.
Achei que ela estava dormindo na noite em que trouxe aqueles dois homens. Eu me enganei: ela viu tudo. E, semanas depois, entrou no banheiro, se sentou diante de mim e exigiu saber de tudo.
Comprei esse brinquedo quase por vergonha, escondida atrás de uma tela. Não imaginei que o corpo que eu tanto odiava acabaria me ensinando a me amar.
Começou como um interesse acadêmico pelo aluno mais brilhante do grupo. O que acabou acontecendo na minha sala ainda me custa colocar em palavras.
A primeira vez que a ouvi do outro lado da divisória, fiquei imóvel, prendendo a respiração, fingindo que dormia enquanto ela achava que estava completamente sozinha.
Reconheci o cesto de roupa que não era o meu e, antes de pensar, já tinha enfiado a mão nas peças dele. O que aconteceu depois me mudou por dentro.
Encontrei a calcinha dela no chão do corredor, com um bilhete em cima. A partir dessa noite, os dois jogamos um jogo do qual nenhum dos dois queria sair.
Começou com uma mensagem sobre um conto meu. Terminou comigo na cama, no escuro, obedecendo a tudo o que ela escrevia do outro lado da tela.
Não minto sobre minha idade nem sobre a academia, mas naquela cadeira reclinada tudo isso deixa de importar. Só fica a pressão suave do corpo dela contra o meu.
Tinha sessenta anos e um casamento adormecido quando notei que o rapaz da casa ao lado me espionava entre as sebes. Não me cobri. Entrei no jogo dele.
Nessa quinta-feira eu não tinha aula e a manhã era minha. Abri a água, fechei os olhos e me deixei levar... sem imaginar que umas botas apareceriam na ventilação.
Achei que estava sozinho entre a roupa no varal. Até que uma voz às minhas costas perguntou se eu gostava da sua calcinha, e eu soube que não havia mais volta.