Naquela noite entrei no quarto do meu irmão
Não foi a primeira vez que pensei em cruzar aquele corredor, mas foi a primeira em que meus pés se moveram antes da cabeça. A casa toda dormia e eu não.
Não foi a primeira vez que pensei em cruzar aquele corredor, mas foi a primeira em que meus pés se moveram antes da cabeça. A casa toda dormia e eu não.
Naquela noite, enquanto eu o masturbava na cama, ele me interrompeu e pediu que eu contasse como era o outro. Não imaginei que minha confissão ia mudar nossa cama.
Apaguei a luz, tranquei a porta com a chave e, pela primeira vez, me deixei fantasiar sem censura. O que descobri naquela noite mudou a forma como me vejo no espelho.
Eu só queria algo temporário enquanto terminava o ensino médio. Não esperava que aquelas vozes noturnas num mundo virtual me ensinassem tanto sobre desejo.
A primeira era minha professora de física. A segunda, de francês. As duas me chamaram a sós antes de partir de Valência, e descobri que despedidas podem ser muito diferentes.
Às onze, desligamos o filme. Às doze, me aninhei no peito dele. À uma, ele me beijou como nunca deveria ter me beijado. E eu, virgem, soube que era dele.
Quando ela deixou o suéter cair no chão e tirou os sapatos diante de mim, entendi que aquela tarde eu não sairia da casa do meu sogro sendo o mesmo homem.
Quando eu os vi se aproximando no balcão do bar, soube que a noite não terminaria como eles imaginavam. Eu já tinha tocado os dois antes de eles se roçarem.
Ao completar dezoito anos, ele foi atrás da mulher que o pai lhe arrancara. Não imaginava que, naquela tarde no café, ela viria com um plano diferente.
Ele voltou do trabalho cansado e, quando viu as duas linhas na minha mão, não me deixou terminar a frase. A boca dele já estava na minha antes que eu reagisse.
Nessa noite na quermesse do bairro descobri algo que eu não devia sentir pela irmã mais nova da minha namorada, e o sorriso dela sob as luzes nunca mais me deixou dormir igual.
Minha prima tinha ido à praia com as amigas. Quando toquei a campainha, minha tia abriu a porta com o avental no corpo e um sorriso que eu nunca tinha visto antes.
Quando as escovas do lava-rápido apagaram o mundo de fora, minha irmã se inclinou sobre o banco, afastou meu cabelo da testa e sussurrou algo que eu já não podia ignorar.
Eu estava em coma havia um mês quando uma mão quente ergueu o lençol no meio da madrugada. Só ao abrir os olhos descobri quem tinha decidido me despertar.
Passei anos pensando naquele momento: Valéria na sala vazia, o dedo apontando para minha virilha e aquele sorriso que prometia tudo o que não aconteceu.
Eu tinha esperado meses por aquele sábado. Saltos altos, lingerie de renda, a chácara só para mim. Ninguém devia me ver. Então Roberto apareceu da chácara da frente.
Ela contava a separação quando o casal lá embaixo começou a se tocar. Eles olharam sem querer. Depois não conseguiram mais parar.
Camila chegou com um vestido de linho branco e um sorriso que eu conhecia de cor. Mas naquela tarde havia algo diferente nos olhos dela, e nós dois sabíamos.
Diego me olhou naquela noite e me disse sem rodeios: queria me ver com o melhor amigo dele. Não me escandalizou. A curiosidade venceu.
Eu a conheci em um fórum da internet. Quando ela me confessou que ainda era virgem na idade dela, eu soube que aquela visita seria algo que nós dois lembraríamos para sempre.