O que aconteceu com a mulher do meu pai naquela tarde
Eu estava há quatro dias sob o mesmo teto da mulher do meu pai quando ela deixou a porta do quarto entreaberta e me disse, sem palavras, para subir.
Eu estava há quatro dias sob o mesmo teto da mulher do meu pai quando ela deixou a porta do quarto entreaberta e me disse, sem palavras, para subir.
Quando minha colega de casa me disse «me leva com você», eu soube que aquela noite ia me fazer perder mais do que a timidez. O que eu não imaginei foi que ele apareceria.
Eu vinha evitando todos eles havia semanas. Queria a vontade bem acumulada para aquele fim de semana. Ao sair do trabalho na sexta, eu já tinha tudo planejado.
O brinquedo vibrava dentro de Clara enquanto ela dançava com desconhecidos. Andrés a controlava da mesa. Ninguém no bar sabia de nada.
Ele ficou com o pau pulsando diante de mim enquanto eu contava tudo. E quanto mais detalhes eu dava, mais ele se aproximava de um limite que nenhum dos dois queria cruzar.
Beijei-o pela primeira vez aos dezesseis anos e não conseguimos terminar. Onze anos depois, encontrei-o no clube do meu namorado, de braço dado com outra mulher.
Quatro homens poderosos mortos da mesma forma. Todos nus, exaustos. Alguém os escolhia, os seduzia e os levava ao limite exato antes do fim.
Eu passava um mês sonhando em reencontrá-lo quando minha colega de quarto confessou que me invejava. Naquela mesma noite a levei comigo para a rave.
Marcelo me observava do sofá enquanto Rodrigo me despia com calma. Depois, meu marido quis saber algo que eu nunca lhe tinha contado.
Desci à cozinha à meia-noite sem imaginar que ele ainda estivesse acordado. Estava no jardim fumando, com aquele ar que não se aprende. Ele me olhou e eu não fiz nada para ir embora.
A Sofía me contou naquela noite que o namorado dela era grande demais para ela. Eu só sorri. Para mim, aquilo não era um problema, e sim um convite.
Quatro colegas, uma piscina, uma noite inteira. O melhor começo de férias que eu poderia imaginar.
Ajoelhei-me entre as pernas dele naquela quarto de hotel e, com meus lábios, mostrei tudo o que as palavras não conseguiam dizer.
Ela tinha o balde de champanhe numa mão e a outra apoiada contra a madeira, tentando se convencer de que só escutava para garantir que tudo estivesse em ordem.
Ela saiu do banheiro com um blazer branco sem nada por baixo e uma chupeta vermelha entre os lábios. Naquela noite eu soube que Camila não tinha vindo para me agradar: tinha vindo para se divertir.
Naquela semana eu não devia ter reparado nele. Mas quando ele me abraçou por trás na piscina, eu soube que naquela noite não ia conseguir me controlar.
Quando abri a porta naquela noite, eles não sabiam que eu já tinha o gosto do amigo deles na boca e um plano calculado em cada movimento dos meus quadris.
Quando ele disse em voz alta, o silêncio durou exatamente três segundos. Senti medo e desejo ao mesmo tempo, e não soube qual dos dois era mais forte.
Naquela noite me preparei como nunca. Camila chegaria com sua mochila e seu sorriso maroto, e eu sabia exatamente o que ia pedir a ela.
Quando Marcos confessou que podia me ajudar com as duas coisas, entendi que aquela noite na balada terminaria muito melhor do que eu esperava.