A madrugada em que entrei no quarto do meu irmão
Empurrei a porta com a respiração presa. Ele dormia de lado, o lençol caído até a cintura. Se eu fosse embora naquele instante, nada teria acontecido. Não fui.
Empurrei a porta com a respiração presa. Ele dormia de lado, o lençol caído até a cintura. Se eu fosse embora naquele instante, nada teria acontecido. Não fui.
Quando ela se inclinou na minha frente na leg press, eu soube que aquela segunda às quinze para as sete não seria um treino normal.
Convidamos ele para casa com a promessa de não haver regras. O que aconteceu naquela madrugada no sofá quebrou tudo o que achávamos saber sobre nós.
Fazíamos há meses algo proibido entre irmãos. Naquela tarde, enquanto ela me contava tudo com as mãos ocupadas, a câmera revelou algo que mudaria tudo.
Ela já dançava há vinte minutos com um desconhecido na pista. Quando ele propôs subir ao banheiro do andar de cima, ela aceitou sem imaginar o que viria.
Ela me pediu para ir junto porque os bares estavam lotados. Brinquei que ficaria excitado vendo-a, e ela sorriu como se estivesse esperando horas eu dizer isso.
Quando atravessei a porta do escritório, soube que a coroa custava mais do que sorrisos e respostas certas. O reitor me esperava com um formulário e um plano.
Entrei pedindo uma depilação. Saí com as pernas tremendo e o corpo marcado por mãos que conheciam cada milímetro da minha pele melhor do que eu mesma.
Quando a guerreira loira se sentou sobre suas costas, ele deixou de ser um homem: era o tamborete vivo onde uma deusa tomava café da manhã com a rainha.
Três dias em Paris, quatro homens mortos em suas camas e uma mensagem anônima me chamando sobre o Sena. Não imaginei que cruzar aquela ponte significava deixar de ser quem eu era.
A doutora fechou a porta do consultório com uma calma que não era profissional. Eu estava na maca com um avental de papel, e já sabia que não sairia dali igual.
Sob a luz dourada da fazenda, ela sorria enquanto contava o dinheiro. Não imaginava que a próxima coleira de couro preto era para o próprio pescoço.
Três meses depois de ela me deixar, vi Inés beijando outro naquele bar. Naquela mesma noite entrei num bar gay e comecei a afundar sem saber até onde chegaria.
Naquela tarde, ela entrou no bar como se estivesse me esperando havia horas. O que veio depois não foi o sexo que me mudou: foi o que elas me fizeram descobrir.
Trinta candidatas, um reitor com poder demais e eu com trinta e oito anos e toda a experiência do mundo. Achei que daria conta. Me enganei pela metade.
Quando ela ajustou a postura dele pela terceira vez e sentiu a pressão sob o short, decidiu que aquela manhã a sessão seria bem diferente das anteriores.
Andrés acordou nu na cama do seu maior rival. Sem lembrar da noite anterior, só queria ir embora. Mas algo não parava de prendê-lo.
Eu vinha sentindo há semanas como ele demorava para me abraçar e como me olhava quando achava que eu não percebia. Naquela madrugada, decidi parar de fingir.
Levantei às três da manhã por causa de uns gemidos que eu não conseguia ignorar. A porta do quarto da minha mãe estava entreaberta e eu fiquei travado no corredor.
Entrei naquela área restrita de propósito. Havia algo naqueles homens fardados que me atraía desde que chegamos, e eu sabia exatamente o que estava procurando.