Da minha cobertura, eu espionava minha vizinha sem que ela soubesse
Da minha cobertura eu tinha visão direta do quintal da minha vizinha. Passei semanas olhando para ela até notar algo estranho nos seus movimentos. Nunca imaginei o que descobriria.
Da minha cobertura eu tinha visão direta do quintal da minha vizinha. Passei semanas olhando para ela até notar algo estranho nos seus movimentos. Nunca imaginei o que descobriria.
Saí correndo de camisola, sem nada por baixo, com o vibrador na mão. A porta bateu e eu soube que tinha ficado trancada do lado de fora. No corredor, alguém já estava ali.
Quando elas chegaram ao prédio, minha vida cinzenta encontrou um foco. O que eu não esperava era que esse foco acabaria me consumindo por inteiro.
A porta se abriu e Nadia me examinou de cima a baixo com um sorriso lento. Atrás, Raquel cruzou os braços. —Fala —disse—. O que você quer?
Ela tinha 67 anos e o sorriso de quem já viu de tudo. Quando a levei para a cama naquela noite de Ano-Novo, não imaginei que ficaria olhando para ela por horas.
Sofía estava havia semanas com aquele olhar travesso. Quando sugeriu que um estranho a visse se tocar pela câmera enquanto eu observava em silêncio, aceitei sem hesitar.
Quando os outros ainda estavam bebendo, eu já tinha Andrés encurralado no beco. Fazia horas que eu não conseguia tirar os olhos dele.
Duas taças de vinho, um robe de seda e a campainha às dez da noite. Era Ernesto, e aquele olhar dele deixava claro que ele não vinha pedir açúcar.
Rodrigo abriu a porta e encontrou sua vizinha no corredor, os olhos marejados, o vestido tenso. O que ela lhe pediu minutos depois não tinha nome.
O calor de agosto esmagava o pátio do bloco e Adrián não conseguia tirar os olhos da janela da frente. Dona Valverde não sabia que estava sendo observada.
A imagem era nítida: ela deitada na espreguiçadeira dele, de biquíni, com um sorriso que não era para mim. O que veio depois me deixou sem fala.
Carmen apareceu na minha janela como se estivesse esperando por aquele momento. Não foi embora. Mandou que eu descesse. O que aconteceu depois não era o que nenhum dos dois imaginava.
Lorena tinha fama de gostar de mulheres. Eu nunca tinha dado importância, até aquela manhã de primavera em que nós duas ficamos presas.
Quando fiquei a sós com Marcos, o vizinho de toda a vida, algo mudou entre nós. Ele se aproximou devagar e me beijou sem pedir permissão nem desculpas.
Quando ela me convidou para subir ao apartamento dela, eu soube que não podia dizer não de novo. Ela tinha quase setenta anos e eu trinta e seis, e isso nunca tinha importado tão pouco.
Morávamos na mesma quadra e fingíamos ter esquecido os jogos de infância — até uma volta de bicicleta no inverno fazer minha mão ir parar onde não devia.
As duas taças de vinho sobre a mesa de centro e a luz suave do quarto me avisaram que naquela noite eu veria algo que jamais deveria ter visto.
Eu estava havia um mês sem tocar em ninguém quando ele apareceu no meu corredor com uma calça esportiva que deixava pouquíssimo para a imaginação. E eu estava de cueca.
Quando emprestei o slip vermelho a Bruno naquela manhã, não imaginei que meu vizinho viria nos buscar e que a trilha até o rio terminaria em algo que nunca tínhamos feito.
Anos depois, ainda me lembro da calcinha ao vento, da mão entre as pernas e do beijo que ela me mandou da calçada antes de desaparecer. Nunca dissemos uma só palavra.