Terminei com ela enquanto minha vizinha dormia na minha cama
Eram sete da manhã, eu tinha acabado de terminar com minha namorada por mensagem e a vizinha ainda estava de bruços na minha cama. Não ia desperdiçar a manhã.
Eram sete da manhã, eu tinha acabado de terminar com minha namorada por mensagem e a vizinha ainda estava de bruços na minha cama. Não ia desperdiçar a manhã.
Quando descobri o vizinho espiando por cima do muro, não me cobri. Baixei o sutiã no chuveiro do quintal e deixei que ele visse tudo.
Baixei a luz da sala para que ela não me visse, mas quando o lençol começou a se mexer sob seus quadris, soube que naquela noite eu não ia dormir.
Desci para buscar água às duas da madrugada e a luz azul da TV me parou em seco. Meu filho estava no sofá, e eu não consegui desviar o olhar.
Um robe azul, um livro e um descuido. Bastou um segundo olhando pela janela da frente para minha manhã mudar para sempre.
Eu apagava a luz do quarto para vê-lo melhor sem ser vista. Numa madrugada ele virou o rosto para minha janela, sorriu, e entendi que eu nunca tinha sido a única a olhar.
Eu morava no beco havia um mês quando fiquei encarregado de fazer o ponche com a casa 207. Não imaginava que a mulher que abriu a porta e o marido dela mudariam meu conceito de desejo naquela mesma noite.
As mãos dele já não procuravam a dor nas minhas costas. Eu sabia, ele sabia, e mesmo assim não disse nada quando desceram pelo rego até onde nunca haviam chegado.
Trinta e dois anos, unhas vermelhas e um jeito de olhar para as mulheres que parecia um cumprimento e uma pergunta. Eu era uma mulher casada. Até a noite em que esqueci as chaves.
Quando vi minha calcinha em cima da mesinha do vidraceiro, soube que ele vinha me olhando há semanas. E, em vez de entregá-lo, resolvi lhe dar algo melhor para guardar na memória.
Havia dias que eu me escondia entre os arbustos, vendo-a cavalgar outro homem todas as noites. Quando ele faltou por causa de uma febre, deitei-me em seu lugar.
Quando me inclinei pela janela do carro para ver se minha irmã ainda estava acordada, descobri ele na janela, fumando. E soube que não ia desviar o olhar.
Ele achou que era só uma vizinha curiosa, até ela completar 18 anos e dizer, sem rodeios, que queria ser desvirginada por ele.
Eu o cruzava no elevador havia meses, sabendo que era impossível. Numa noite, encontrei um cartaz amarelo com um número e a promessa de uma amarração.
Eu tinha a casa só para mim, quatro doses no corpo e a certeza de que quatro homens me observavam do andaime. Não desperdiçaria aquela manhã.
Nós o vimos entre os lírios, nos olhando da sombra. Daniela se ajoelhou sem avisar e eu soube que aquela noite mudaria tudo o que éramos como casal.
Minha mãe tinha me mandado pedir uns ovos emprestados. Dona Marisol abriu a porta de robe, com o cabelo ainda molhado, e me olhou de um jeito que eu nunca esqueceria.
Abri as cortinas, acendi a luminária do canto e soube que ele estaria espiando da varanda vizinha. Naquela noite íamos dar a ele algo que não ousaria pedir.
A cama rangia no ritmo de gemidos contidos. Fui descalço até a fresta da porta de Camila, e o que vi me deixou pregado ao chão por uma hora inteira.
A toalha mal me cobria quando bati na porta do vizinho do sétimo. Ele aceitou me ajudar a abrir o apartamento só se eu deixasse cair a única coisa que me cobria.