O que aconteceu na bodega da minha vizinha casada
A gente se cruzou no elevador por acaso. Ela levava caixas e eu estava com as mãos livres. Aceitei ajudar sem saber que aquela bodega ia nos fechar lá dentro.
A gente se cruzou no elevador por acaso. Ela levava caixas e eu estava com as mãos livres. Aceitei ajudar sem saber que aquela bodega ia nos fechar lá dentro.
Desci do carro só para pegar um pacote e lá estava ele, o magrelinho que me via de biquíni, agora homem e me olhando como se ainda tivesse mil perguntas.
Eram duas da manhã, abri a janela procurando ar e a vi estendida no sofá da sala da frente, sem a menor ideia de que alguém a observava.
O terraço envidraçado deixa minha silhueta visível para fora. Naquele dia, enquanto eu estendia roupa nu, ouvi duas vozes de garotas rindo bem embaixo da minha janela.
A primeira vez que encontrei a embalagem no lixo, pensei que tinha me enganado. Na quarta vez, já sabia exatamente o que estava acontecendo naquele quarto.
Subi com uma desconhecida e, ao fechar a porta, soube que minha vizinha já estava postada atrás da cortina, pronta para ver cada detalhe do que aconteceria.
Às dez e quarenta e cinco eu já estava descendo as escadas do meu apartamento. Antes de sair, olhei pelo olho mágico, por se acaso visse alguém. O hall estava vazio. Melhor assim.
Da minha cobertura eu tinha visão direta do quintal da minha vizinha. Passei semanas olhando para ela até notar algo estranho nos seus movimentos. Nunca imaginei o que descobriria.
Saí correndo de camisola, sem nada por baixo, com o vibrador na mão. A porta bateu e eu soube que tinha ficado trancada do lado de fora. No corredor, alguém já estava ali.
Quando elas chegaram ao prédio, minha vida cinzenta encontrou um foco. O que eu não esperava era que esse foco acabaria me consumindo por inteiro.
A porta se abriu e Nadia me examinou de cima a baixo com um sorriso lento. Atrás, Raquel cruzou os braços. —Fala —disse—. O que você quer?
Ela tinha 67 anos e o sorriso de quem já viu de tudo. Quando a levei para a cama naquela noite de Ano-Novo, não imaginei que ficaria olhando para ela por horas.
Sofía estava havia semanas com aquele olhar travesso. Quando sugeriu que um estranho a visse se tocar pela câmera enquanto eu observava em silêncio, aceitei sem hesitar.
Quando os outros ainda estavam bebendo, eu já tinha Andrés encurralado no beco. Fazia horas que eu não conseguia tirar os olhos dele.
Duas taças de vinho, um robe de seda e a campainha às dez da noite. Era Ernesto, e aquele olhar dele deixava claro que ele não vinha pedir açúcar.
Rodrigo abriu a porta e encontrou sua vizinha no corredor, os olhos marejados, o vestido tenso. O que ela lhe pediu minutos depois não tinha nome.
O calor de agosto esmagava o pátio do bloco e Adrián não conseguia tirar os olhos da janela da frente. Dona Valverde não sabia que estava sendo observada.
A imagem era nítida: ela deitada na espreguiçadeira dele, de biquíni, com um sorriso que não era para mim. O que veio depois me deixou sem fala.
Carmen apareceu na minha janela como se estivesse esperando por aquele momento. Não foi embora. Mandou que eu descesse. O que aconteceu depois não era o que nenhum dos dois imaginava.
Lorena tinha fama de gostar de mulheres. Eu nunca tinha dado importância, até aquela manhã de primavera em que nós duas ficamos presas.