O caminhoneiro me cobrou a dívida na estrada
Subi convencida de que tinha o controle. Quarenta minutos depois, entendi que o único que mandava naquela estrada era ele.
Subi convencida de que tinha o controle. Quarenta minutos depois, entendi que o único que mandava naquela estrada era ele.
Acordei com as mãos amarradas em um quarto escuro. Não me lembrava de como havia chegado ali. Mas sabia que estava investigando as pessoas erradas.
Bastou um olhar pela janela para saber que aquele garoto faria tudo o que eu mandasse. Eu só precisava do momento certo.
Valentina vestiu o vestido preto à meia-noite. Dois desconhecidos tocaram a campainha. Marcos sabia o que ia acontecer e, ainda assim, abriu a porta.
Falamos disso durante meses, como uma fantasia. Naquela noite, deixou de ser fantasia. E eu, sentado naquela cadeira, não consegui desviar os olhos por um segundo.
Sergio se foi e Marcos me levou à piscina. Havia algo no olhar dele que não era para Sofía. Era para mim, e eu não deveria ter deixado que fosse assim.
Abri a porta esperando um. Eram dois. E traziam uma mochila com tudo o que precisavam para me transformar no brinquedo deles por horas.
Experimentei-os um por um diante do espelho, com ele observando do outro lado da tela. Não era moda. Era puro controle.
Ele segurou meu maxilar com uma mão e me olhou direto nos olhos. Era meu primo. Éramos família. E nenhum dos dois deu um passo atrás.
Rodrigo pendia do poste dos condenados quando Catalina cruzou o umbral. A guarda Nora já tinha a mão na adaga. Havia regras que ninguém quebrava naquele castelo.
Eu sabia que entre dom Rodrigo e eu nunca poderia acontecer nada. Mas encontrei um jeito de tornar isso real, ainda que fosse só uma vez, ainda que ninguém mais soubesse.
Me prometeram uma transformação. O que encontrei foi um inferno de submissão, castigo e humilhação onde meu corpo deixou de ser meu.
Apresentaram-na à casa como a mais uma, mas quando a porta do quarto do Amo se fechou atrás dela, Elena soube que nada a havia preparado para aquilo.
Cada manhã eu acordo na minha jaula com os vibradores colocados, esperando o amo descer para me buscar. Hoje será um dia muito longo.
Eu já tinha aceitado os jogos de dominação dele antes. Mas o que ele me pediu naquela noite pelo telefone era diferente de tudo o que havia acontecido antes. E, mesmo assim, eu não desliguei.
Não me limpei. Saí do hotel com o leite dele entre os dedos e percorri a cidade inteira assim, sentindo que era dele a cada passo.
Quando desliguei o telefone, minhas mãos tremiam. Uma clínica de disciplina extrema. Um ano presa, sem saída. E eu tinha dito sim.
A cena da série durou dez segundos. O bastante para ela entender tudo o que eu vinha sem conseguir dizer há meses.
Ela me pediu para apoiar as mãos na parede e me olhar no espelho. Lá fora havia gente. Lá dentro, só os dedos dela se movendo sob a saia.
Achava que me conhecia bem. Valentina levou só três semanas para provar que eu estava completamente errado — e eu lhe era infinitamente grato.