Minha mãe tinha um segredo que descobri espionando
Nunca imaginei que a mulher elegante e serena que me criou escondesse, às duas da manhã, outra completamente diferente sobre o sofá da sala.
Nunca imaginei que a mulher elegante e serena que me criou escondesse, às duas da manhã, outra completamente diferente sobre o sofá da sala.
Na primeira vez que entrei no apartamento dela, encontrei uma calcinha pendurada no chuveiro e soube que aquele acordo de comida por água quente custaria muito mais que algumas empanadas.
Desci para a sala meio dormindo e a encontrei no chão, de legging, vendo um vídeo. Então ela virou a cabeça, sorriu e me perguntou se eu queria acompanhá-la.
Ele arrancou de mim dois sorrisos em uma semana e eu lhe dei meu número. Naquela tarde, na escada do prédio dele, ensinei tudo o que uma mulher experiente pode fazer.
Acreditaram estar pagando um preço por uma única noite. Ariadna descobriu outra coisa: mandar lhe agradava demais para voltar atrás.
Cheguei pensando na Pilar, mas foi a amiga dela quem me deslizou o número por cima da mesa e me disse, sem rodeios, para ligar assim que eu chegasse em casa.
Eram vinte fotos e um vídeo guardados numa pasta com uma única letra. Abri achando que seria qualquer coisa, menos o que estava prestes a ver.
Quando me entregou o cartão e disse para eu levar fome, soube que aquela mulher não queria conversa: queria alguém capaz de acompanhá-la até o amanhecer.
Aos 49 anos, minha mãe continuava sendo a mulher que todos olhavam na rua. Eu, por outro lado, aprendi cedo demais o que era me sentir invisível ao lado dela.
Ela trancou a porta do armazém e guardou as chaves no avental. Só então entendi que aquela tarde não terminaria com um sermão.
Esperei quarenta anos para participar de umas eleições. Ninguém me avisou de que terminaria nu, perseguindo uma desconhecida entre as urnas tombadas.
Procurava carne jovem na plataforma, e os três garotos da mochila de praia não suspeitavam que a presa era ela que os caçava.
Aos quarenta e cinco, oito anos sem tocar num homem, Inés achava que já tinha visto tudo. Até que suas duas amigas mais recatadas chegaram chorando com a verdade.
Minha amiga me empurrou de novo para o sofá, disse para eu não me mexer, e quando tentei entender o que estava acontecendo já havia umas mãos abrindo minhas pernas.
Fazia seis anos que ninguém me tocava. Naquela madrugada, no banco de um táxi, descobri quanto poder eu tinha sobre o desejo de um homem… e sobre o meu próprio.
Vestida como para uma sessão de fotos, entrei num ginásio vazio com dois homens que eu lembrava bem demais. E eles tinham algo planejado para aquela tarde.
Deixei o celular na entrada, montei meus equipamentos e, quando escureceu, entendi por quê: metade do jardim transava sem pudor e a anfitriã vinha direto na minha direção.
Dormimos nuas ao sol, e quando abrimos os olhos quatro pares de olhos jovens nos observavam da beira da piscina.
No carro, só chegava a luz de um poste distante e uma desconhecida que agarrou minha bunda assim que fechei a porta. A noite ainda nem tinha começado de verdade.
Saímos para tomar sol sem marcas e sem ninguém por perto. O que não imaginávamos era quantos iam acabar em cima de nós antes de voltarmos à água.