O que começamos aos dezenove nunca foi esquecido
Eu tinha dezenove anos e um trabalho de história pela metade quando Rodrigo olhou para o meu decote pela primeira vez. Não imaginei que levaria uma década para cobrar aquilo.
Eu tinha dezenove anos e um trabalho de história pela metade quando Rodrigo olhou para o meu decote pela primeira vez. Não imaginei que levaria uma década para cobrar aquilo.
Quando Sofía apoiou o corpo na cadeira e vi como seu rosto se retorceu de dor, soube que a gripe era mentira e que o ocorrido era muito pior do que eu imaginava.
Quatro anos no mesmo escritório sem saber quem éramos um para o outro. No dia em que descobrimos, tudo mudou.
A primeira vez eu tinha quinze anos. Cheguei mais cedo em casa e encontrei as duas no quarto. Sandra de bruços na cama, minha mãe massageando suas costas. As duas riam baixinho.
Éramos cinco no apartamento, fazia frio e alguém colocou o disco errado. Naquela tarde aprendi que as apostas idiotas às vezes são as mais gostosas de perder.
Ninguém tinha tocado meu corpo assim. Quando as mãos dele rodearam minha cintura, o livro didático deixou de existir e começou outra coisa completamente diferente.
Quando nos pararam na escuridão, eu só pensava em escapar. Não imaginei que horas depois desejaria que não acabasse.
Eu tinha dezenove anos e passei semanas provocando-o de propósito. Não me arrependo de nada.
Eu viajava sozinha, usando aquele vestido que sempre me causa problemas. Ele se sentou ao meu lado no ônibus, e soube desde o primeiro instante que a viagem não terminaria como eu havia planejado.
Eles prometeram que não voltaria a acontecer. Mas quando Marcos atravessou o salão e seus olhares se encontraram, a promessa durou exatamente três segundos.
Começou no pátio da universidade, quando um soco me deixou sem ar e senti algo mais do que dor. Desde então, não consegui parar de procurá-la.
Cheguei naquela chácara recém-separada, sem muitas expectativas. Voltei com lembranças que levaram meses para parar de voltar sozinhas à minha cabeça.
Era o namorado da minha melhor amiga: gato, tímido, religioso. Perfeito demais para eu não fazer alguma coisa a respeito.
Eu tinha quinze anos quando as surpreendi pela primeira vez. Hoje, com vinte e dois, já não consigo olhar aquelas lembranças da mesma maneira.
Tínhamos 19 anos quando Laura decidiu nos ensinar a beijar. O que começou como um jogo inocente nos levou muito além do que qualquer um imaginava.
Tinha dezessete anos e o calor não me deixava dormir. Entrei no quarto dele em busca de água e encontrei algo que jamais vou esquecer.
A mão dele estava onde não devia, e minha voz sussurrava coisas que nenhum filho deveria ouvir. Mas nenhum dos dois queria parar.
Era tarde, estávamos sozinhos em casa, e mamãe começou a falar de algo que nunca devia ter nos contado. Quando quis detê-la, já não queria que ela parasse.
Eu descia de madrugada até o colchão no chão onde ele dormia, me cobria com os lençóis e ficava ali até acabar. Quase nunca nos pegavam.