Eu disse que a levaria para casa, mas não chegamos lá
Saí do estacionamento sem saber para onde íamos. Ela já tinha aberto a calça no banco do passageiro e não parava de respirar forte.
Saí do estacionamento sem saber para onde íamos. Ela já tinha aberto a calça no banco do passageiro e não parava de respirar forte.
A lua iluminava o riacho, os vagalumes esvoaçavam ao meu redor e eu estava sozinha na floresta, com tesão e um brinquedo que não planejava usar.
Quando ele me propôs ir ao banheiro juntos, eu já estava horas esperando ele dizer isso. Roma podia esperar. O que veio depois, não.
O diretor me examinou de cima a baixo quando assinei o formulário. Eu trabalhava havia doze anos naquela empresa e sabia exatamente o que precisava fazer para vencer.
Quando desci à cozinha eram três da manhã. Ele estava sentado com uma xícara na mão, o torso nu, me olhando como se estivesse me esperando.
Subi a escada metálica com a saia presa à mão e quatro pares de olhos tentando se enfiar entre minhas pernas. Quem me esperava lá em cima não era Raúl.
A primeira vez que o vi soube que era um erro. Um erro que passei três anos evitando, até a noite em que ele bateu à minha porta às duas da madrugada.
Começou como uma noite de pizza e fernet. Terminou com cada uma confessando a fantasia erótica mais suja que já disse em voz alta.
Encosta teu pé no meu lado, ele disse. Depois o braço. Depois a mão. E então entendi que não estávamos comparando nada.
Ninguém falou do que aconteceu naquela semana. Não precisava. As três sabíamos que alguma coisa entre nós tinha mudado para sempre.
Passava da uma quando, naquele banco escondido do parque, baixei a barra com dois dedos para descobrir até onde conseguiria me controlar antes de correr para casa.
Faz cinco anos que eu não a via. A mulher que entrou no quintal naquela tarde não tinha nada a ver com a prima adolescente que eu lembrava.
Cheirava a tabaco e campo, não a perfume caro. Quando desci à cozinha para pegar água às três da manhã, soube que ele estaria lá, fumando sob a lua.
Me arrodillé frente a ella en el suelo del patio, con sus zapatillas en las manos y su mirada clavada en mí. El sabor era lo de menos.
Eu vinha me dizendo havia semanas que era o certo: criar distância, pegar aquele avião e não olhar para trás. Mas quando abri a porta e o vi, tudo desandou.
Aquele armário de homem comia um sanduíche no balcão. Bastou cruzar olhares para saber que naquela noite eu iria procurá-lo na porta da boate.
Quando Valeria corrigiu a postura dele na máquina, ele não conseguiu esconder. Ela viu, sorriu e propôs algo que não estava em nenhum programa.
Quando ele me levou para a escada de serviço do salão, já fazia meia hora que a mão dele tinha decidido por nós duas. Eu só deixei acontecer.
O jardim estava escuro quando Marcos me arrastou para trás das sebes. O que veio depois, entre champanhe e corpos, ninguém havia planejado.
Há meses ela buscava a lama perfeita que a engolisse inteira. Quando finalmente a encontrou, soube que aquela tarde seria diferente.