Detida por engano e presa por duas desconhecidas
Quando me jogaram naquela cela, jamais imaginei que duas desconhecidas a transformariam no cenário onde aprendi a me render ao desejo e ao prazer.
Quando me jogaram naquela cela, jamais imaginei que duas desconhecidas a transformariam no cenário onde aprendi a me render ao desejo e ao prazer.
A gaveta emperrava por causa de um caderno manuscrito. Dentro estavam as páginas mais íntimas de um desconhecido e de seu amante de oito anos.
Quando me ajoelhei na areia com o sol batendo nas minhas costas, não imaginei que alguém observava cada movimento do outro lado do rochedo.
Toda manhã é igual: abro os olhos com o corpo em chamas e a cama revolta, sabendo que nenhum travesseiro vai bastar para acalmar o que eu realmente peço.
Pedi uma piña colada no quiosque e o garçom a trouxe com um sorriso. No segundo dia, descobri que o serviço dele ia muito além do balcão.
O primeiro cliente me pediu algo que não estava no meu contrato. Quando voltei ao quarto, Salvador respirava como se estivesse acordado havia horas.
O namorado dela brincava no celular a um metro de distância enquanto ela entreabria a cortina do provador e, toda vez que se despia, conferia com o olhar que eu ainda estava ali.
Daniel cruzou o beco errado na hora errada. Semanas depois, diante do espelho, uma desconhecida com o seu olhar começava a lhe agradar mais do que devia.
Abri a porta esperando o jantar e me deparei com uma moça baixinha, as unhas pintadas de vermelho e um sorriso que dizia bem mais do que «boa noite».
O táxi chegou às duas e meia. Subi os quatro andares com duas sacolas nas mãos e a certeza de que não havia mais volta.
Eu me depilava por completo, usava meias e cinta-liga escondido. Nunca imaginei que um congresso da empresa acabaria comigo entregue a outro homem.
Amarrada no sofá dela, com o vestido de princesa e o rosto pintado, ouvi baterem na porta. E entendi que naquela noite eu deixaria de ser só dela.
O parque estava vazio às nove. Quando as três silhuetas escuras apareceram no fim do caminho, eu soube que não chegaria em casa como a mesma pessoa.
Já fazia semanas que eu me mostrava para ela pela câmera. Nessa noite, com uma frase sussurrada, ela me pediu algo que mudou para sempre o que eu achava querer.
Nunca os vi. Só ouvi cada palavra, cada batida da cabeceira na parede, e de repente o prazer deles também virou o meu.
Quando abri a porta para respirar o ar molhado, alguém saltou o muro. Estava nu, não disse o nome, e meu marido continuava dormindo dentro de casa sem saber de nada.
Levei a calcinha para casa como se fosse só mais uma peça, mas assim que a aproximei do nariz soube que aquela mulher tinha planejado tudo desde o início.
Pedi a um amigo que me acompanhasse para realizar uma fantasia que alimentava havia anos: deixar desconhecidos me olharem. Eu não esperava gostar tanto.
Diante da tela, com um pano entre os dentes para não gritar, obedeci a cada ordem de um homem que eu nunca tinha visto. E faria isso de novo.
Ele me pediu pela tela, e eu obedeci: abrir a janela, deixar a roupa cair e permitir que aqueles homens me olhassem sem pudor.