Fui o presente de aniversário de um casamento voyeur
Era julho e nós dois suávamos. Eu estava nessa havia pouco tempo e ainda tinha muito a aprender, mas naquela noite a mulher me observava da cadeira como se eu fosse o prato principal.
Era julho e nós dois suávamos. Eu estava nessa havia pouco tempo e ainda tinha muito a aprender, mas naquela noite a mulher me observava da cadeira como se eu fosse o prato principal.
Foi ela quem propôs, em sussurros, numa madrugada qualquer: queria que eu segurasse a câmera enquanto outro a tomava. Eu disse sim sem saber em que isso me transformaria.
Entrei no carro esperando uma tarde com ele, mas no banco de trás havia mais alguém, e entendi na hora para onde aquilo estava indo.
Quando ele sussurrou «vai, encosta nele», eu soube que naquela noite não voltaríamos sozinhos para casa. E uma parte de mim desejava isso havia semanas.
Minha mulher sempre fantasiava com outro a tendo diante de mim. Naquela tarde, numa parada solitária da estrada, um estranho pediu fogo e tudo deixou de ser um jogo.
Três meses sozinha com a filha e a cama fria. Quando uma mensagem ofereceu um verão longe de tudo, ela não imaginou que duas a esperavam.
Achei que era uma limpeza de rotina. Mas quando ele me chamou para ir à casa dele naquela noite, descobri que me esperava com uma surpresa sentada no sofá.
Trabalho sozinha no turno da noite e nunca acontece nada. Até que um esportivo vermelho parou na bomba e dele desceram as pernas mais longas que eu já tinha visto.
Cinco minutos presa entre a parede e um homem do trono que cheirava a alecrim e madeira. Eu não sabia o nome dele, mas sabia que naquela noite ia procurá-lo de novo.
Subi ao patamar dele de jeans marcando tudo e o coração na garganta. Ninguém abriu. Quando desisti, as portas do elevador se abriram e lá estava ele.
Combinamos que quem chegasse primeiro esperaria no carro. Fui eu. Quinze minutos depois, dois toques no vidro despertaram todos os nervos que eu achava controlados.
Passei anos me convencendo de que sabia o que queria de uma mulher. Numa noite num bar quase vazio, uma desconhecida me provou o contrário.
A única coisa que ele tinha que fazer era olhar. Sem tocar, sem falar. Mas quando ela deixou a calcinha cair no assoalho do vagão, ele já não sabia onde pôr os olhos.
Atrás de cada um dos três buracos podia haver qualquer um. Eu não via nada. Só sentia mãos, bocas e um olhar conhecido me observando do outro lado.
Eu usava o vestido vermelho e nada por baixo. Ele caminhava atrás com o telefone ligado. Cada olhar que ficava em mim acabava arquivado na galeria dele.
Nessa noite ouvi um barulho baixo no corredor e me colei a uma cortina mal fechada. O que eu não sabia é que alguém, descalça no jardim, me observava havia seis minutos.
Meu marido tinha viajado a trabalho a semana toda e eu ainda carregava a culpa da vez anterior. Então aquele homem da fila me sorriu como se soubesse de tudo.
Quando ele enfiou o pé descalço sob a toalha e roçou minha coxa, soube que aquele garoto que eu vinha ignorando havia semanas ia conseguir o que tanto pedia.
Entreguei a nota dobrada e um preservativo sem dizer uma palavra. Ele leu, me olhou de cima a baixo e só disse: vem comigo. Não pensei com clareza por horas.
Mandei uma foto da minha boceta aberta do banheiro da cafeteria. O que aconteceu depois, diante daquela janela, ainda me faz tremer as pernas.