Minha ama definiu as regras e eu as obedeci
Ela se sentou no tronco e me estendeu os pés sem dizer uma palavra. Só os olhos dela falavam, e o que diziam não deixava saída.
Ela se sentou no tronco e me estendeu os pés sem dizer uma palavra. Só os olhos dela falavam, e o que diziam não deixava saída.
A mensagem dizia: «Que tal se eu dividir você com um casal?». Ri. Mas algo nessas palavras acendeu uma curiosidade que eu não sabia que tinha.
Nadia chegou naquela manhã com uma sacola de refrigerantes e um jeans curtíssimo. Fazia anos que não ficávamos sozinhas de verdade. Eu não sabia que isso ia mudar.
Fechei a geladeira devagar, com uma seringa na mão. Só eu sabia o que estava prestes a fazer naquela cozinha.
Quando as luzes do palco a iluminaram, parei de vê-la como minha amiga. Só via a mulher que eu desejava havia anos sem coragem de dizer.
O avatar dela sentou ao lado do meu naquela varanda pixelada e algo na voz dela me fez ficar até cinco da manhã.
Depois de duas horas olhando para o teto, decidi que não ia continuar esperando. Cheguei por trás dela e comecei onde o processo sempre termina.
Quando Daniela levou a amiga ao quarto dos fundos, achou que a estava iniciando. Não sabia que a inocente já tinha seu próprio histórico entre aquelas paredes.
Éramos sete mulheres naquele apartamento, o vinho já tinha feito sua parte, e Camila começou a falar. O que ela contou naquela noite ninguém esperava.
Quatro homens poderosos mortos da mesma forma. Todos nus, exaustos. Alguém os escolhia, os seduzia e os levava ao limite exato antes do fim.
Ela estava com trinta e seis semanas e eu sozinha com ela a semana inteira. Ninguém sabia o que passava pela minha cabeça cada vez que eu a ajudava.
Numa noite de verão, um jogo da garrafa na praia entre desconhecidos e nenhuma intenção de parar. O que aconteceu depois foi muito além do esperado.
Aos sessenta e três anos, eu passava uma década me masturbando sozinha. Não esperava que a garota do quarto livre fosse mudar isso para sempre.
Sofia passou anos imaginando como seria aquela noite. Não imaginou que Camila estaria lá, nem que Rodrigo também não iria querer que ela fosse embora.
Nessa tarde em casa, enquanto experimentávamos roupas na sala, entendi que o olhar que Valeria me lançava não tinha nada de inocente.
Ela apareceu na minha tela numa noite qualquer, mas a voz rouca dela fez algo dentro de mim despertar com uma urgência que eu não sabia que existia.
Na noite em que Camila disse que nunca tinha feito nada disso, todas nós sorrimos. Poucas horas depois, era ela quem pedia mais.
A regra era simples: nada de se apaixonar. Mas quando Rocío me mandou aquele áudio à meia-noite, eu soube que isso ia se complicar mais do que eu queria.
Ela percebeu antes de mim. Segurou minha mão na pista e me olhou como se soubesse exatamente o que eu ainda não conseguia admitir para mim mesma.
Quando Clara viu a fechadura enferrujada do quarto quatro, não se assustou nem hesitou. Suspirou, pediu a toalha de sempre e entrou primeiro.