A vikinga que governava o vale a seu bel-prazer
Servi a essa casa desde menino e vi como a cabeleira de fogo daquela mulher punha de joelhos os homens mais poderosos do vale, um por um, conforme o dia da semana.
Servi a essa casa desde menino e vi como a cabeleira de fogo daquela mulher punha de joelhos os homens mais poderosos do vale, um por um, conforme o dia da semana.
Soube que algo ia mal assim que vi o rosto dele ao entrar. Não houve cumprimento, só uma frieza calculada e uma ordem: «Diga em voz alta do que você é responsável».
Durante meses, ele me obrigou a obedecer na cama. Quando finalmente falei, não imaginei que a justiça lhe devolveria cada golpe transformando-o no que mais desprezava.
Eu não amarrei as mãos dela para imobilizá-la. Amarrei para que entendesse, antes que qualquer coisa acontecesse, que naquela noite o corpo dela já não era dela.
Choveu, então subimos para o meu apartamento e deixamos a sorte escolher o jogo. Nenhum de nós imaginava que aquilo acabaria com ela nua, amarrada e implorando entre as minhas mãos.
Cheguei ao apartamento dele convencido de que as agulhas não iam me tocar a alma. Damián fez eu entender rápido demais que tinha se preparado para o contrário.
No banheiro me esperavam um vestido preto e branco, lingerie feminina e uns saltos. Ele só disse: tire a roupa e se vista. Obedeci sem saber no que iria me transformar.
Saí do banho macia e ensaboada sem suspeitar que, naquela tarde, um desconhecido forte nos transformaria às três em suas empregadas obedientes, prontas para tudo.
A voz do outro lado do fone me deu uma ordem simples: eu não podia gozar até ela decidir. E então ela se desconectou sem avisar quando voltaria.
Quando saí do banheiro com o plug ainda dentro e o corpo depilado, soube que aquele dia inteiro pertencia a ela e às regras dela.
Quando me jogaram naquela cela, jamais imaginei que duas desconhecidas a transformariam no cenário onde aprendi a me render ao desejo e ao prazer.
Octavio desfilava nu pela beira da piscina como se fosse um troféu, sem suspeitar que sua esposa e a amiga já tinham um plano para aquela tarde.
Renata entrou no gabinete esperando uma suspensão. A decana trancou a porta, mandou que ela se levantasse e disse que o castigo seria bem diferente.
Quando vi o rosto dela na câmera do portal, soube que a presa seguira o rastro até a cova. Só faltava decidir se eu a deixaria cruzar a linha.
Desceu as escadas esperando um bolo e um coro de parabéns. Em vez disso, encontrou doze velas, dois homens em silêncio e uma vingança há muito planejada.
Desci decidida a jogar na cara dele a traição. Acabei sobre suas pernas, com o robe levantado e o corpo ardendo por algo que eu jamais deveria sentir.
Todas as tardes, ao voltar da faculdade, guardava as roupas masculinas na gaveta de baixo, como quem esconde provas de um crime. E descia a escada de saltos.
Quando abri minha mala na cabana, não havia nada meu: só calcinhas de renda, saias curtas e maquiagem. Carla me olhou com calma e disse que essa era minha única chance.
Aceitei pedalar cem quilômetros para agradá-lo. O que eu não esperava era o pote de caiena que me aguardava naquela noite na pia do hotel.
Estava havia meses com a chave da minha jaula pendurada no pescoço dela, me lembrando quem mandava. Naquele depósito, ela aprendeu que o poder muda de mãos mais rápido do que ninguém imagina.