A dona madura do refúgio nos esperava com a filha
Quando dona Hilda abriu a porta e nos mediu de cima a baixo, eu soube que aquela noite junto ao fogo nos custaria muito mais que um teto seco.
Quando dona Hilda abriu a porta e nos mediu de cima a baixo, eu soube que aquela noite junto ao fogo nos custaria muito mais que um teto seco.
Pensei que todos dormiam quando entrei nu na piscina. Até ouvir a porta da cozinha e ver a silhueta dela se aproximando, sem pressa de desviar o olhar.
Naquele sábado ele se aproximou para corrigir minha postura sem eu pedir. Na segunda-feira, já existia um acordo silencioso — e a tanga certa.
Ainda faltavam três horas para chegar, e o homem ao meu lado já tinha tirado uma manta da bolsa. Disse que estava com frio. Eu não estava nem um pouco.
Cheguei à garagem para buscar um amante. Saí duas horas depois com o corpo em chamas por outro homem que nem sabia meu nome.
Quando espipei pela janela do meu novo quarto e os vi nus na piscina, soube que aquele curso me ensinaria muito mais do que bioquímica.
Quando ele tirou a camiseta na minha sala, reconheci a tatuagem que minha mulher ampliava na tela todas as noites. O single anônimo estava ali, suado e sorrindo.
Eu estava havia vinte minutos com o jornal quando a vi atravessar a porta. Botas altas, vestido camuflado, um sorriso que não era casual. Eu tinha o tempo de uma ligação para abordá-la.
Eu só tinha passado para dar um oi antes de sair para fazer compras. Não esperava que o filho do meu amante aparecesse no banheiro com o celular na mão.
Entrei na casa dele apenas para ajudá-lo com um aplicativo. Jamais imaginei que a galeria escondesse um segredo capaz de me abalar por completo.
Quando meu marido viajou, os dois velhinhos do quinto me chamaram para celebrar um aniversário. O que aconteceu sobre a mesa da sala não deveria ter acontecido.
Subi no ônibus pensando que só tomaria uma cerveja. Quando quis descer, já era tarde demais para fingir que não queria ficar.
Valentina estava deitada na cama com um top turquesa e uma calcinha de renda. Quando me olhou com aquele sorriso, algo em mim se quebrou.
A campainha tocou justo quando eu começava a me entediar da minha vida perfeita. Era ele, o vizinho que meu marido odiava, com uma desculpa boba e um olhar que não era nada bobo.
Quando entrei na sala do diretor naquela tarde, soube que a pergunta não era se eu aceitaria o acordo. Era quanto eu estava disposta a entregar por uma coroa que já nem me importava.
Minha avó, minha mãe e eu achamos que aquela viagem à serra seria o descanso de que precisávamos. Até a tempestade nos prender com dois desconhecidos.
Quando ela ligou a câmera, já estava deitada na cama, me esperando com um sorriso que não tinha nada de inocente. E eu soube que naquele sábado não ia dormir sozinho.
Eu estava casada havia vinte anos quando um desconhecido me olhou num jantar e eu soube, sem que ele dissesse uma palavra, que naquela noite eu baixaria a guarda pela primeira vez.
A cortina dos fundos fechava mal e a voz que ouvi do quarto não era a Carla do bairro que me cumprimentava todas as manhãs.
Eram os amigos do meu filho. Tinham vinte anos e me olhavam como se eu fosse a única coisa que queriam no mundo. Eu devia ter subido sozinha para o meu quarto. Não subi.